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Bom dia com Ariel Villanova - 24/4/2017

Na Gazeta do Povo li uma matéria muito interessante sobre a desonestidade, que está na moda hoje. Acho um absurdo o jogador do São Paulo ter sido recriminado por sua atitude honesta. Será que ser honesto hoje é crime?. Desculpe amigos,"porra", não aceito isso.O ser humano está cada vez mais desonesto. Até mesmo concordando que esse jogador estava certo, alguns estão sendo desonestos declarando um ato positivo só para ficarem "bem na foto", mas no fundo estão mentindo. Está difícil parceiros. Ruy Barbosa, nos primórdios do século passado, já se apresentava pessimista com a nossa realidade, em um discurso frequentemente citado, mas que nunca é demais recordar: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. Não são da época de Ruy Barbosa os mensalões e petrolões, mas evidencia-se que já então ser honesto não era uma virtude a ser praticada com convicção pelo mais comum dos cidadãos, pois maus exemplos vinham de cima.

Furar o sinal vermelho se não houver um guarda por perto; usar o cartão-transporte do parente idoso para andar de graça no ônibus; emprestar a carteira do amigo estudante para pagar meia entrada no espetáculo; esconder da Receita uma fatia do que ganha para diminuir o Imposto de Renda; forjar um atestado médico para faltar ao serviço; instalar em casa um aparelho que lhe permite acessar sem pagar os canais de tevê por assinatura – são hábitos desonestos a que se dão milhões de cidadãos com a naturalidade de quem nada deve às leis nem à própria consciência.

Se queremos que nossas instituições sejam respeitadas e acatadas – ou melhor, se quisermos ter autoridade moral para desacreditá-las –, é preciso começar por baixo. Por isso, são muito bem-vindas as iniciativas que se multiplicam nas redes sociais.

Afinal, uma sociedade sem leis, sem autoridade e sem respeito aproxima-se da selvageria, onde quem manda é quem pode mais. Este não é o Brasil que queremos.

Fonte : Gazeta do Povo
Texto : Ariel Villanova
Foto   : Internet