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Bom dia com Ariel Villanova - 25/4/2017

Estava lendo um "artigo", publicado no site aponarte.com.br do Professor, escritor e poeta, Antonio Pereira Apon. Ele diz uma coisa que defendo muito. Pais devem parar de dar broncas e dar mais bons exemplos. Por isso que o mundo está assim. O professor diz: Ontem os pais confundiam autoridade com autoritarismo, hoje, a confusão é entre liberdade e permissividade.

Antes, plena repressão. Agora: muita vontade e pouco limite, “direitos” demais e deveres de menos; tudo é tolerado, aceito, relevado… Assim, jovens mimados, melindrosos, egocêntricos, egoístas, emocionalmente frágeis, depressivos… Tornam-se potenciais candidatos a pular na primeira barca furada que lhes apareça pela frente: Uso e abuso cada vez mais precoce de álcool e outras drogas, modismos esdrúxulos, sexualidade inconsequente e outras distonias comportamentais; o sinistro jogo “baleia azul” ou qualquer outra insanidade que aguce sua falta de noção vai prosperar. Daqui a pouco, pode vir o marisco colorido, o tubarão neon, a lula vermelha, o golfinho dourado ou qualquer outra aberração, que as cabecinhas vazias vão embarcar sem o menor questionamento.

Muitos pais, atidos em suas ocupações, ainda que se desocupem tão facilmente, trocando figurinhas fúteis e vídeos de igual teor no Whatsapp, viralizando inutilidades nas redes, entre outras tantas desocupações. Descuidam da educação doméstica, da formação do caráter dos filhos, empurrando sua responsabilidade para a escola, psicólogos, psicanalistas, remedinhos… Ainda se surpreendem quando a terceirização vai parar na polícia, na justiça e em casos mais extremos, no agente funerário. A tal “baleia azul” e qualquer sandice do tipo, se infiltra no vazio da deseducação, da ausência, da omissão e do descuidado, vitimando famílias inconscientes de uma infância e juventude involuntariamente tão mal amada.

Perdoem-me o papo reto, mas, já tarda em muito a hora de acordar, aprender a dizer não, vigiar, disciplinar, conscientizar, esclarecer, controlar, fiscalizar, participar, assumir responsabilidade, parar de pongar de moda em moda, esquecer a hipocrisia do “politicamente correto e cair na real, antes que qualquer virtual ameaça se corporifique no atestado de óbito de quem se diz mais amar.